Nathália Borri, 37 anos, designer gráfica e publicitária, sempre foi apaixonada por criar beleza. Dona de uma gráfica, vivia cercada por cores, ideias e clientes importantes. Mas, por trás dos projetos perfeitos, havia um silêncio um vazio que nem o sucesso preenchia. Ela queria mais do que vender impressões. Queria vender emoção, acolher pessoas, tocar almas.
Aos 19 anos, Nathália conheceu o lado mais cruel do amor. Grávida, acreditava estar vivendo um sonho, mas o que veio foi um pesadelo. Um relacionamento abusivo, marcado por agressões físicas e psicológicas, roubou dela o que tinha de mais puro: a esperança. Com seis meses de gestação, perdeu seu bebê, Gabriel. Enterrou não só um filho, mas uma parte de si. Meses depois, engravidou novamente e perdeu Matheus. Dois filhos, dois pedaços do coração. E uma mulher tentando sobreviver ao que parecia impossível.
Durante anos, viveu o luto em silêncio. Trabalhava, estudava, sorria para o mundo, mas dentro dela havia um buraco que não se fechava. Até que um dia, sem aviso, ela acordou e foi embora. Deixou tudo para trás a dor, o medo, o abuso e escolheu a liberdade.
Por dez anos, não quis mais amar. Nem pensar em filhos. Mas o destino, com sua delicadeza inesperada, trouxe Thiago. Um homem diferente, gentil, firme, que enxergou nela o que nem ela via mais: força. Juntos, começaram do zero um apartamento vazio, uma cama, uma mesa de plástico e um fogão. Mas havia amor, e isso bastava.
Thiago acreditou nela. Incentivou seus estudos. Nathália se formou em marketing, fez cinco pós graduações e abriu sua gráfica online. O trabalho floresceu, mas o coração ainda pedia algo mais.
Em 2025, depois de perder seu gato Freddy e seu avô João e ainda carregar a saudade da avó Lucinda Nathália decidiu cuidar de si. Voltou à terapia, à academia, à vida. E foi quando o universo lhe deu o maior presente: João Levi.
A gravidez trouxe medo. As lembranças voltaram. As noites de choro, as crises de ansiedade, o pavor de reviver a dor. Mas, aos poucos, o medo virou fé. E a fé virou amor. No dia 25 de dezembro de 2025, nasceu João Levi o milagre que veio no Natal. Um bebê sorridente, saudável, que curou feridas antigas e trouxe luz onde antes havia escuridão.
Com ele, Nathália entendeu: a dor não destrói, ela transforma. Enquanto criava o fotolivro do primeiro ano do filho, percebeu que aquele amor não podia ficar só ali. Queria espalhar o amor pelo mundo, eternizar momentos, transformar memórias em páginas vivas.
Assim nasceu a Lev FotoBooks o “Lev” de leveza, o “Levi” de milagre. Uma marca que não imprime fotos, mas histórias de vida. Que não vende produtos, mas emoções reais.
A Lev FotoBooks é o abraço que Nathália queria dar ao mundo. É o lugar onde cada página conta uma história de superação, de saudade, de amor. Porque o tempo passa, mas o sentimento fica. E o que realmente importa é o que vivemos, o que amamos e o que escolhemos eternizar.